Finanças pessoais: “o começo de tudo”

Recentemente assisti a um evento bem legal sobre educação financeira e decidi dividir com vocês as minhas principais anotações.

A palestra teve formato de bate-papo entre o André Massaro (Você e o Dinheiro – Revista Exame), o Conrado Navarro (Dinheirama), a Monica Saccarelli (Rico.com.vc), a Carolina Sandler (Finanças Femininas) e a Maiara de Moraes (Blog Mulher Rica) e confesso que gostei bastante deste modelo, pois um pode complementar a ideia de outro, tornando o conteúdo mais completo para quem estava assistindo.

Esses foram os principais pontos que anotei:

Todos podem mudar sua vida financeira, para isso é importante definir bem seus objetivos.

Definidos os objetivos, é hora de controlar o orçamento.

Precisamos lembrar que os vendedores, publicitários e profissionais de marketing têm como foco o estímulo do consumo, seja com ferramentas visuais, seja com técnicas psicológicas. Como estamos, a todo o momento, sendo “bombardeados” por propagandas atrativas e vitrines convidativas, é fundamental desenvolver técnicas para frear as compras e, assim, se manter dentro dos objetivos financeiros.

Uma boa dica é ter uma lista do que REALMENTE precisa comprar, limitando-se a adquirir o que estiver na lista.

Antes de comprar alguma roupa, sapato ou bolsa, prove a peça, pois o fato de provar vai ativar seu senso crítico, além disso, é necessário se perguntar se determinado item vai agregar algo com o que você já tem.

Quando estiver fazendo uma compra, analise o que é mais importante: aquela bolsa (ou qualquer item de consumo) ou a viagem de réveillon (ou qualquer que seja seu objetivo maior).

Outra dica importante é criar regras de consumo e criar barreiras.

Um exemplo de regra de consumo é esperar um dia antes de comprar determinado item. Se no dia seguinte você ainda quiser comprá-lo, pode comprar. Isso é importante porque no dia você está emocionalmente envolvido e passadas 24 horas, a emoção passa e fica mais fácil racionalizar determinada compra.

Um exemplo de criação de barreiras é estipular limite de unidades, ou seja, limitar o número de peças que você tem no seu armário, assim, quando for comprar um item novo, vai lembrar que outro deverá ser descartado.

Para ter sucesso financeiro, você tem que aprender a desejar!

Colocar um post-it com o seu objetivo financeiro no cartão de crédito é uma boa dica para frear seus impulsos de consumo.

A sensação do “Eu mereço”, depois de um dia traumatizante, é um perigo para as finanças. Não se deve comprar quando se estiver muito deprimido ou muito eufórico, pois o padrão de consumo está diretamente ligado à como você está se sentindo.

Calcular o salário por hora trabalhada e analisar quantas horas você teria que trabalhar para comprar determinado produto é outra boa dica para controlar os impulsos de consumo.

Os vendedores usam técnicas psicológicas para impulsionar uma compra, assim, fazer um curso de vendas para entender essas técnicas pode blindar você e ajudar na organização financeira.

Em financiamentos, não pensar apenas no valor da parcela e, sim, no valor total a pagar.

Essa pergunta é fundamental no processo de aquisição de determinado item: “Estou comprando uma necessidade ou um status”?

Quando se tem uma escala de prioridades nos objetivos financeiros, fica mais fácil decidir para onde deve ir o dinheiro.

Antes de pensar em começar a investir, é fundamental zerar completamente as dívidas.

Finanças pessoais não é um problema matemático, é um problema psicológico.

A chave da organização financeira é a disciplina, que deve levar a uma mudança de hábito.

Alguns dos pontos abordados na palestra já foram citados anteriormente aqui no blog. Se você quiser relembrar, é só acessar os links a seguir:

* Mantenha anotadas as reais necessidades de seu armário
* Como resistir a uma compra por impulso
* Que tal aproveitar a segunda-feira para começar a sua organização financeira?

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Como resistir a uma compra por impulso?

O post da semana passada falou sobre a rotina de manter uma listinha das reais necessidades do nosso armário, tudo para facilitar (e incentivar!) compras conscientes e planejadas.

Mas, você está no shopping e de repente vê uma peça linda que nem de longe está na sua listinha e você não tem a menor ideia de como usá-la, o que fazer? Ceder ao impulso ou resistir bravamente?

A resposta pode ser um meio termo de bom senso: tire um tempinho para pensar no assunto!

Você pode, por exemplo, provar a peça, tirar uma foto dela e ir pra casa refletir sobre a compra.

Muitas vezes, quando chegamos em casa já nem lembramos mais da tal tentação, então provavelmente foi um impulso de compra provocado pelo charme de uma vitrine bem montada ou por um estado de espírito momentâneo, bastante normal diante de algo que julgamos bonito.

Porém, se o objeto de desejo não sai da cabeça, aí cumpre analisar o mais friamente possível sobre o real valor dele no seu guarda-roupa, o que pode ser feito com três perguntinhas básicas:

1. Há outras peças que possam ser usadas com a nova aquisição? Você conseguiria montar pelo menos três looks com ela?
Se você tiver dificuldade (por se tratar de uma cor fora da sua zona de conforto ou de uma estampa mais ousada, por exemplo), vale pesquisar na internet, procurar referências… só não vale não ter ideia de como usar a peça e ainda assim querer comprar a todo custo, né?

2. O modelo favorece suas características pessoais, como tipo de corpo e tom de pele?
Nesse assunto vale dar uma espiadinha no post sobre autoconhecimento que rolou lá no Ideias de Estilo: quando a gente se conhece bem e sabe o que funciona ou não, fica mais fácil racionalizar o processo, pois como gostar de uma peça que não realça nossas qualidades ou, pior, ressalta o que não gostamos muito? Simplemente não vale a pena!

3. O custo-benefício compensa?
Às vezes uma determinada roupa custa um pouquinho mais, porém o tecido é de ótima qualidade, o corte é preciso, o caimento é perfeito e o modelo não segue nenhuma tendência muito pontual. Nesse caso, o preço compensa, pois você terá uma boa peça por muito tempo. Isso não quer dizer que você não possa se deixar levar por um tecido mais simples ou uma estampa super específica de uma coleção (caso lhe agrade e funcione no seu armário), apenas é importante estar consciente desses detalhes para pagar um preço justo e não se arrepender depois…

Aí então, caso você se pergunte tudo isso e ainda assim fique convencido de que voltar na loja e fazer a compra é um bom negócio, vá confiante e divirta-se com sua nova aquisição!
Afinal de contas, uma compra bem pensada dá muito mais satisfação do que uma compra por impulso, não é mesmo? 😉

http://ideiasdeestilo.blogspot.com.br/

260613_COMO RESISTIR A UMA COMPRA POR IMPULSO_PARCERIA BLOG ANDREA