(Revisão) Organizando Viagens: comprar moeda estrangeira ou usar cartão de crédito / débito internacional?

Ontem (28/12/13) foi publicado no Diário Oficial um decreto aumentando o IOF incidente sobre operações com cartões de débito no exterior, e isso influencia nas informações do post que eu havia publicado em 22/10/13. Decidi, então, fazer uma revisão no post, com os dados atualizados:

O que vale mais a pena? Comprar dólar ou usar o cartão de crédito em viagem internacional?

Em uma primeira análise, comprar moeda estrangeira é a opção mais barata, por conta do IOF. O IOF nessa modalidade é 0,38% contra 6,38% do cartão de crédito e de débito pré-pago.

Por outro lado, com a instabilidade do dólar, há o risco da cotação cair bastante e a taxa do cartão de crédito ser mais interessante, mas infelizmente essa não é uma realidade que podemos administrar. 🙁

Nessa nova realidade (de IOF igual para cartão de crédito e débito), a única desvantagem que vejo em relação a compra de dinheiro em espécie é a segurança. Se você for assaltado, irá perder todo o dinheiro que tiver com você. Assim, a dica é não sair com todo o dinheiro. Planeje o que você vai gastar no dia e deixe o restante no cofre do hotel.

O cartão de débito ainda continua sendo melhor que o cartão de crédito, pois no momento em que você estiver fazendo suas compras, você já sabe exatamente qual o valor delas (pois quando carregou o cartão, já ficou fixada a taxa de dólar), enquanto que com o cartão de crédito, você somente irá saber quando chegar a fatura.

Em contrapartida, se sua intenção é fazer algum tipo de compra parcelada, aí o cartão de crédito é a opção. O cartão de crédito também é mais vantajoso se você quiser acumular milhas para a próxima viagem.

Fiz um quadro resumo para facilitar a visualização das vantagens e desvantagens de cada opção.

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Organizando Viagens: o que pode trazer do exterior

Ontem voltei de viagem e percebi que não tinha falado de um ponto importante quando pensamos em viagens internacionais: a Receita Federal.

A cota para compras internacionais para viagens de avião é de US$ 500,00. Além dessa cota, há uma cota extra de US$ 500,00 para compras no free shop na chegada ao país. Vale lembrar que elas não são cumulativas e que compras realizadas no duty free dos aeroportos fora do país contam na cota dos produtos comprados no exterior.

Bens de uso e consumo pessoal estão isentos e não entram na cota, desde que sua quantidade não seja considerada para uso comercial. Celular, câmera digital e leitor de e-book também não entram na cota, mas estão limitados à uma unidade por pessoa.

Os bens que ultrapassam a cota devem ser declarados à Receita Federal para tributação. O valor cobrado é de 50% do valor que exceder à cota de importação. Caso você não declare e a Receita Federal selecione sua bagagem para inspeção, além do valor do imposto, ainda será cobrada uma multa de 50% do valor excedente.

O quadro abaixo mostra a diferença que a cobrança da multa pode fazer em suas compras.

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Outro ponto de atenção é a garantia dos produtos. Se você vai comprar algum eletrônico no exterior, é importante verificar quais as exigências do representante no Brasil para honrar a garantia do produto (alguns fabricantes exigem a prova regular de importação e, para isso, você vai precisar declarar o produto quando da sua entrada no país).

Aqui você pode encontrar a legislação da Receita Federal que fala sobre esse assunto.

Se você ficou com alguma dúvida, deixe sua pergunta nos comentários ou envie um e-mail para contato@organizz.com.br.

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Organizando Viagens: documentos para embarque

Hoje vou mostrar como organizo os meus documentos de viagem, de forma a ter tudo comigo, na hora que eu precisar.

Eu uso um envelope plástico e lá coloco:

– passaporte (em viagens para países do Mercosul, pode-se usar a Carteira de Identidade);

– cópia da página de identificação do passaporte (quando chego ao destino, por segurança, deixo o passaporte no cofre do hotel e ando somente com a cópia do passaporte e a carteira de motorista).

– e-ticket ou comprovante de emissão da passagem aérea (constando os trechos de ida e volta);

– voucher do hotel e/ou comprovante do aluguel de apartamento;

– apólice do seguro viagem;

– voucher da reserva do carro;

– Permissão Internacional para Dirigir (a carteira de motorista fica sempre na carteira);

– Nota Fiscal do notebook (na volta, se for parada pela Receita Federal, posso comprovar que esse item já era meu e não foi comprado no exterior).

Dependendo do país para onde vai viajar, é necessário levar, também, a carteira de vacinação. Verifique as exigências do país antes da viagem. Como algumas vacinas levam 10 dias para fazer efeito, o ideal é tomar as vacinas antes desse período.

Apesar de todas as empresas poderem localizar suas reservas pelo número, em viagens internacionais é fundamental levar todos os documentos impressos, pois o agente da imigração pode solicitá-los.

Com tudo pronto, é só fechar a mala e ir para o aeroporto.

Viajo hoje e nos próximos 10 dias é provável que não tenha post no blog. No Facebook e no Instagram devo postar fotos diariamente, mas aqui no blog é mais complicado (pois tem que editar texto, incluir fotos, etc.).

Depois da viagem, pretendo fazer uma série de posts sobre produtos para organização (há lojas maravilhosas nos Estados Unidos com os mais variados itens para nos ajudar a organizar a rotina diária, a casa e o escritório), além de falar sobre lugares para ir em NY.

Até a volta. 😉

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Organizando Viagens: alugando carro no exterior

O post de hoje da série “Organizando Viagens” é com dicas sobre aluguel de carro no exterior.

Em algumas cidades como Miami e Orlando, é fundamental alugar um carro e, com uma boa pesquisa, podemos economizar bastante e aproveitar o dinheiro extra com passeios ou compras. 🙂

Aqui o princípio é o mesmo das passagens aéreas e dos hotéis: quanto antes você reservar, mais chance de conseguir boas tarifas. Há locadoras que ainda dão desconto se o pagamento for antecipado (somente use essa opção se você tiver absoluta certeza de que vai poder viajar na data programada, pois geralmente essas tarifas não são reembolsáveis).

Outra dica importante é usar grandes locadoras, como Alamo, Avis, Thrifty, etc., pois elas geralmente têm vários escritórios e você pode optar por retirar o carro em um local e entregar em outro. Isso vai ser muito útil quando estiver viajando por várias cidades.

Nos Estados Unidos, eu uso e recomendo o aluguel do carro pelo site Happy Tour USA. Eles funcionam como um agente mediador, você cota e reserva pelo site deles, mas a locação é feita pelas locadoras citadas acima. Sempre consigo ótimas tarifas através desta empresa. 😉

Quando estiver fazendo suas pesquisas de preço, lembre-se que, dependendo de qual cartão de crédito vai usar no pagamento, eles cobrem o seguro. Falei mais sobre isso aqui.

Agora vamos à algumas informações práticas:

– Motoristas maiores de 25 anos têm uma tarifa mais baixa, por isso, definir bem quem será o motorista pode poupar seu dinheiro.

– O cartão de crédito que será utilizado para pagamento deve ser o do motorista. Pagamentos em dinheiro geralmente não são aceitos.

– Se mais alguém vai dirigir o carro além de você, é fundamental informar isso à locadora no momento da retirada do carro.

– Se você não conhece bem a cidade, opte sempre pelo GPS.

– Verifique se o país para onde você está indo exige ou não a Permissão Internacional para Dirigir. Alguns aceitam a carteira de motorista brasileira, mas outros exigem as duas (carteira brasileira e a PID).

– Fique atento à legislação local no que se refere às infrações de trânsito e velocidade máxima permitida. Eu já fui multada no exterior e isso não é nada agradável.

Com esses cuidados, a sua reserva e a locação do carro serão mais ágeis e tranquilas!

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Organizando Viagens: comprar moeda estrangeira ou usar cartão de crédito / débito internacional?

Esse post foi revisado em 29/12/13. Para visualizar o post atualizado, clique aqui.

Recentemente o Cássio Verona (leitor do blog) me perguntou o que valia mais a pena: comprar dólar ou usar o cartão de crédito na viagem que ele irá fazer para Las Vegas.

Em uma primeira análise, comprar moeda estrangeira e/ou recarregar cartão de débito pré-pago é a opção mais barata, por conta do IOF. O IOF nessas modalidades é 0,38% contra 6,38% do cartão de crédito.

Por outro lado, com a instabilidade do dólar, há o risco da cotação cair bastante e a taxa do cartão de crédito ser mais interessante, mas como essa não é uma realidade que podemos administrar, ainda prefiro o cartão de débito pré-pago.

Entre dinheiro em espécie e cartão pré-pago, eu também dou preferência ao cartão, devido a segurança que ele proporciona (se você for assaltado, o cartão pode ser cancelado, enquanto que o dinheiro já estará na mão do ladrão). Um pouco de dinheiro em espécie é sempre bom levar (para despesas como táxi, gorjeta, etc.), mas não muito.

Outra vantagem do cartão de débito é poder controlar o saldo através do site da operadora onde você fez o cartão. O meu cartão é da Confidence Câmbio, mas há várias outras operadoras que também têm seus cartões e alguns bancos também oferecem essa modalidade.

Em contrapartida, se sua intenção é fazer algum tipo de compra parcelada, aí o cartão de crédito é a opção. O cartão de crédito também é mais vantajoso se você quiser acumular milhas para a próxima viagem.

Fiz um quadro resumo para facilitar a visualização das vantagens e desvantagens de cada opção.

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Organizando Viagens: alugando um apartamento no exterior

Comentei aqui que em novembro vou viajar com minha família e um de nossos destinos é Nova York. Serão 6 pessoas por 6 dias e, como a hospedagem em NY é muitoooo cara e o dólar não está ajudando, resolvemos optar por alugar um apartamento e esse é o tema do post de hoje.

Atualmente existem inúmeros sites de reserva de apartamento de temporada e aqui a dica é pesquisar bastante e verificar sempre os comentários das pessoas que já ficaram no apartamento.

Vou listar abaixo alguns dos sites mais conhecidos:
VRBO – Vacation Rentals by Owner (http://www.vrbo.com/)
Airbnb (https://www.airbnb.com/)
Perfect Places (http://www.perfectplaces.com/)
VacationHomeRentals (http://www.vacationhomerentals.com/)

Praticamente todos os sites ou imobiliárias cobram um sinal (em torno de 20% – 30% do valor total da locação) para garantir a reserva. Outra dica importante é nunca fazer o pagamento integral antes de chegar no local. Pague somente o sinal e o restante quando verificar que todas as condições da oferta foram cumpridas.

Estávamos nessa fase de pesquisa quando meu irmão sugeriu usarmos o Airbnb (esse post não é publieditorial, é somente uma boa dica para quem quer economizar na hospedagem, principalmente em NY, onde o custo da hospedagem é bem representativo). Ele já tinha usado o site quando minha cunhada passou uma temporada em Portugal e como deu tudo certo, começamos por lá.

A pesquisa no site é bem fácil. Você coloca a cidade que deseja visitar, a data da chegada, a data de saída e o número de hóspedes. A partir daí é possível selecionar alguns filtros para ajudar a chegar no melhor resultado:
– Você pode escolher casa/apartamento inteiro, quarto individual ou quarto compartilhado;
– O número de camas;
– O bairro;
– Internet;
– TV a cabo, entre outros.

Escolhido o local, você entra em contato com o proprietário do apartamento (pelo próprio site) e esclarece as dúvidas que por ventura ficarem. Além disso, também há os comentários dos outros hóspedes que podem ajudar nessa decisão.

A partir do momento que você decide alugar, o pedido de reserva é enviado ao dono do apartamento/quarto e ele confirma o aceite ou não da reserva. Se ele aceitar, o pagamento integral é feito para o Airbnb e aqui foi a parte que eu mais gostei: você paga ao Airbnb e eles só repassam o dinheiro ao proprietário 24 horas após o check-in. Isso dá uma garantia enorme para quem está alugando, pois caso algo esteja divergente do que você alugou, você tem tempo de acertar tudo.

No nosso caso, conseguimos um bom apartamento, em um dos bairros mais charmosos de NY (o Soho), com espaço para todos e com um ótimo preço. 🙂

É claro que alugando um apartamento você perde algumas das vantagens de ficar em um hotel (quarto limpo todos os dias, portaria 24 horas, concierge, café da manhã, etc.), mas nada que o valor economizado não compense.

Enfim, seja pelo Airbnb, seja por outros sites e/ou imobiliárias, se você estiver em um grupo grande e/ou quiser economizar, vale a pena pesquisar e alugar um apartamento.

Espero que tenham gostado da dica!

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Organizando Viagens: passo a passo viagem internacional

No post de hoje, vou falar sobre o passo a passo para organizar a sua viagem. Vou focar aqui em viagem internacional, mas ele pode ser adaptado para viagens nacionais também.

O primeiro passo é definir o destino e, hoje, com o dólar alto :(, essa escolha deve levar em conta o custo da viagem e o seu orçamento para as férias.

Definido o local e o período da viagem, é hora de começar a organizá-la e o planejamento deve ser +/- assim:

1. Verificar validade do passaporte (a maioria dos países exige que o seu passaporte seja válido por 6 meses depois da data de entrada no local).

Em tempo, recentemente a União Europeia informou que  passou a exigir uma validade adicional de três meses no passaporte, a contar da data que o visitante deixará a União Europeia. Mais informações aqui.

2. Verificar necessidade de visto e, caso precise, solicitar o visto para o país de destino.

3. Emitir a passagem direto com a companhia aérea ou com um agente de viagens.

Alguns amigos me perguntam como eu compro minhas passagens. Normalmente faço pesquisa de preço em sites como o Decolar ou o Submarino Viagens para ver qual o melhor preço, mas depois compro direto no site da companhia aérea.

Além disso, sou cadastrada no newsletter do blog Melhores Destinos e eles sempre informam quando tem alguma promoção.

4. Elaborar o roteiro de viagem (no próximo post da categoria “Organizando Viagens” vou mostrar como faço o roteiro).

5. Reservar os hotéis de acordo com o roteiro da viagem.
Nesse post falei sobre como escolher o hotel. Confere lá!

6. Verificar se o país de destino exige algum tipo de vacina específica e, caso precise, providenciá-la o quanto antes possível. É importante lembrar que alguns tipos de vacina precisam ser tomadas pelo menos 10 dias antes da viagem.

7. Fazer seguro viagem. Esse site explica direitinho como funciona o seguro viagem. Para não ter problemas, é fundamental escolher o seguro adequado para você e para o país que está viajando.

8. Reservar carro ou os traslados (caso precise).
Em cidades como Miami é bom alugar um carro, mas em cidades como NY e Paris, o metrô e o táxi funcionam perfeitamente.
Para essa escolha o roteiro também é importante, porque sabendo exatamente aonde você vai, fica mais fácil decidir se vai precisar ou não de carro e de traslado.

9. Comprar dólares, traveller check ou cartão de débito pré-pago.
Eu, particularmente, não gosto de levar muito dinheiro em espécie, então prefiro fazer uma recarga no cartão de débito. A grande vantagem deste tipo de cartão é o IOF (IOF cartão de débito pré-pago = 0,38% x IOF cartão de crédito = 6,38%).

10. Desbloquear o seu cartão de crédito para uso no exterior.

11. Verificar se o roaming internacional do seu celular está liberado (para evitar uma enorme dor de cabeça com a conta, lembre-se de desabilitar o roaming de dados do seu celular).
Atualmente as operadoras têm planos para chamadas no exterior. Vale a pena pesquisar os valores junto à sua operadora.

12. Se você usa algum tipo de remédio de uso contínuo, é bom providenciar uma receita médica caso precise comprovar a necessidade dos remédios que está levando.

Depois disso, é só arrumar a mala (que também vai ser tópico de um futuro post) e aproveitar a viagem!!

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